Faz tempo que se houve nos bastidores do turismo o interesse em aproveitar a ferrovia entre a estação de Colinas e o Porto de Estrela para o turismo. O movimento ganha força com o projeto do governo estrelense em municipalizar o trecho de 13 quilômetros para, entre outras coisas, reativar um trem turístico.

Esse percurso está desativado desde dezembro de 2014, quando o último trem de carga descarregou grãos na então Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa).
Na última semana, vimos o resultado desses 12 anos de ociosidade durante uma caminhada pelos trilhos.
Praticamente todo o caminho de ferro foi engolido pela floresta ou mata fechada. Em um ponto da Linha Roncador, interior de Colinas, a enchente de 2024 causou grandes estragos e arrancou os trilhos do chão.
Devido os desafios, percorremos nove dos 13 quilômetros saindo da estação de Colinas e finalizando na Linha Geralda, em Estrela. O trabalho com certeza será árduo para deixar a ferrovia em condições de uso.

Em 2020, o Entretrilhas
O potencial turístico desse trecho férreo já chegou a ser aproveitado para atração de turistas. Em 2020, ocorreu uma caminhada de 3,5 quilômetros entre o Porto de Estrela, passando pelo Alambique Berwanger, até chegar ao Patios Garden (dois destinos nas margens da ferrovia).
Outro ponto chamativo por onde o roteiro passava era a ponte férrea (foto) que fica a poucos quilômetros da área urbana de Estrela e, com certeza, é conhecida por parcela mínima da população local.
A atividade em 2020 foi conduzida pelo amigo Brian Dias, da Off Aventura. Não por coincidência, a secretária de Turismo da época era Carine Schwingel, hoje prefeita de Estrela e a principal liderança política que defende o uso turístico da malha férrea.