• Turismo
  • 03 jul 2026

O cenário distinto nas estações ferroviárias do Vale do Taquari

Quem é fascinado pelos trilhos de trem vai concordar que as estações ferroviárias são grandes ativos turísticos

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Quem é fascinado pelos trilhos de trem vai concordar que as estações ferroviárias são grandes ativos turísticos. Locais que guardam memórias da época áurea em que as locomotivas eram usadas para o transporte de passageiros.

No Vale do Taquari, várias dessas estruturas às margens das Ferrovias do Trigo e Tronco Principal Sul ganharam sobrevida com o Trem dos Vales e Trem da Imigração. As estações foram reformadas e voltaram a ser ocupadas por pessoas, além de virarem pontos de comércio e apresentações culturais.

Infelizmente os dois anos sem fluxo pós-enchente histórica de 2024 culminaram novamente na ociosidade desses locais.

Talvez a mais popular de todas as estações seja a de Roca Sales. Nas redes sociais, ela é compartilhada devido a uma série de vagões abandonados nas proximidades há anos. O apelidado “cemitério de trens” lembra cenários de filmes apocalípticos – por isso deve desperte interesse de curiosos.

As placas indicando as distâncias de Muçum (14 quilômetros) e Colinas (19 quilômetros) confirmam que uma revitalização foi feita outrora. De resto, a estrutura está em estado precário com janelas de vidro e portas danificadas.

Pior estado se encontra a estação de Dois Lajeados. O prédio já estava em ruínas, mesmo na época que o trem turístico passava ao lado. Na enchente histórica de 2024, parte da estrutura foi coberta por um enorme desmoronamento. É preciso se esforçar pra identificar que o que restou foi um dia um terminal ferroviário.

Em contraste com as situações de abandono, Colinas tem uma dos pontos mais preservados do Vale. A estrutura na área central já foi casa do artesão no passado e hoje abriga atividades do Grupo Instrumental e oficinas na música. O peculiar é que a estação ainda é chamada de “Corvo”, nome de Colinas antes de se tornar município.

Muçum também tem uma plataforma férrea que volta a ter movimento graças às obras que ocorrem para reconstrução do trecho de 18 quilômetros até o Viaduto 13, em Vespasiano Corrêa. A expectativa é que ainda neste ano a reforma seja concluída, o que possibilitará a retomada dos passeios do Trem dos Vales.

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